CAPITALISMO SERÁ VILÃO NO FESTIVAL DE VENEZA.

30 de agosto de 2009

O Festival de Cinema de Veneza mira este ano o capitalismo, nas premières do documentário de Michael Moore sobre o derretimento da economia dos Estados unidos e de um drama em que Matt Damon interpreta um corrupto delator do mundo corporativo.

Em "Capitalismo: Uma História de Amor", que participa da mostra competitiva do festival anual, Moore enfrenta os chefões das corporações com o estilo combativo que é sua marca, trazendo o tema quente da recessão para a pitoresca avenida beira-mar do Lido.

E "O Informante!", dirigido por Steven Soderbergh, tem Damon no papel de um desonesto executivo, baseado em uma história real, que expôs sua empresa a táticas de fixação de preços. O filme será apresentado fora da mostra competitiva do festival, que se realiza entre 2 e 12 de setembro.

Damon é um dos vários atores de primeira linha de Hollywood esperados no tapete vermelho em 2009, num momento em que os estúdios parecem preparados para arcar com custos substanciais e ir a Veneza para causar alvoroço por seus filmes, na largada da temporada de premiações.

Centenas de fãs aglomerados fora do cinema principal onde haverá as estreias de gala se manterão firmes diariamente à espera de ver Nicolas Cage, George Clooney, Oliver Stone, Charlize Theron, Eva Mendes, Richard Gere e Sylvester Stallone, entre outros.

A edição de 2009 do mais antigo festival de cinema do mundo parece prestes a ofuscar a do ano passado, que apesar do aclamado retorno de Mickey Rourke, em "O Lutador", com a conquista do Leão de Ouro de melhor filme, foi considerada medíocre e sem a força dos astros do cinema.

"No papel, parece que vai ser algo bom. Essas pessoas vão dar ao tapete vermelho do festival o glamour de que está precisando", disse Lee Marshall, crítico de cinema da Screen International e presença constante no evento em Veneza.

"Isso faltou no ano passado, que muitos consideraram um festival fraco nesse aspecto. Muitos representantes da mídia cancelaram sua vinda depois do anúncio da programação."

MINISTRO BRITÂNICO NEGA ACORDO COMERCIAL NO CASO LOCKERBIE

O ministro britânico da Justiça, Jack Straw, desmentiu neste domingo que Londres tivesse feito um acordo, em 2007, com Trípoli, para libertar o líbio condenado pelo atentado de Lockerbie, em troca de um importante contrato de fornecimento de petróleo, como denunciou a imprensa. "A insinuação de que, de uma maneira ou outra, tivéssemos fechado um pacto secreto para libertar (Abdelbaset al) Megrahi é simplesmente absurda", disse Straw à BBC em resposta a revelações publicadas neste domingo pelo jornal Sunday Times.

A publicação obteve duas cartas enviadas em 2007 pelo próprio Straw a seu colega escocês, Kenny MacAskill, que fazem alusão a uma mudança de atitude de Londres em relação a Abdelbaset al Megrahi (o único condenado pelo atentado de Lockerbie) cuja libertação, neste final de agosto, pela Escócia, foi motivo de uma grande polêmica. Na primeira carta, de 26 de julho de 2007, Straw dizia preferir que o líbio, então preso na Escócia, fosse excluído de um acordo sobre a transferência de presos entre a Grã-Bretanha e a Líbia.

Na segunda, de 19 de dezembro de 2007, Straw informou a MacAskill de que sua posição havia mudado, "levando em conta os interesses manifestos do Reino Unido". O Sunday Times sugere que esta mudança de Straw está relacionada a um acordo de exploração de petróleo e gás entre a companhia britânica BP e Líbia, avaliado potencialmente em 15 bilhões de libras, com negociação bloqueada naquele momento.

O Sunday Times assegura que Trípoli pressionou para incluir Megrahi nas negociações e revela que menos de seis semanas depois do envio da segunda carta de Straw o acordo sobre petróleo foi assinado.

UM TERÇO DOS EUROPEUS NUNCA USOU A INTERNET, DIZ UNIÃO EUROPEIA


Um terço dos cidadãos da União Europeia nunca acessou a internet, comparado com 40% em 2007, mostrou uma pesquisa da União Europeia (UE) nesta terça-feira (4). No estudo sobre a economia digital das 27 nações da UE, a Comissão Europeia também disse que mais de um em quatro europeus nunca usou um computador e 40% não tem acesso à web em casa. Entre aqueles que não têm conexão com a internet, mais de um terço disse que não tem necessidade, enquanto aproximadamente uma em quatro pessoas disse que não tem recursos para gastar com a rede. Pessoas mais velhas -- acima de 65 anos -- e desempregados são os menos conectados. A Comissão, o braço executivo da UE, informou que as pessoas entre 16 e 24 anos ficam mais conectadas. A pesquisa também inclui crianças e jovens.

Rápida e fácil
Viviane Reding, comissária da União Europeia para Informação da Sociedade e Mídia, disse que o foco deve ser tornar a conexão de alta velocidade gratuita para esses usuários frequentes. Ela pretende apresentar novas regras para downloads na internet para tornar mais fácil o acesso de músicas e filmes às pessoas. "Para aumentar o potencial econômico desses meios digitais, precisamos tornar o conteúdo do acesso digital mais fácil e mais justo", disse ela em comunicado.