PORTUGAL JÁ COMANDOU IMPÉRIO DE 14 COLÔNIAS EM QUATRO CONTINENTES

30 de agosto de 2009

Portugal, hoje, não é o país mais poderoso da União Europeia e nem tem a maior economia do mundo. Mas, um dia, nossos colonizadores já estiveram no topo, dominando um verdadeiro império global e se posicionando como a nação mais empreendedora do planeta. Foi nos séculos XV a XVIII, quando as grandes navegações ajudaram a encontrar terras novas - e a explorar tudo o que se podia delas.


Nessa época, territórios foram dominados e um intercâmbio mundial de produtos tomou conta dos mares. Portugal submetia os povos pela força das armas, estimulando rivalidades internas, e pelo comércio.


Além do Brasil, que, como sabemos, foi provedor de matérias-primas para a nação portuguesa a partir do século XVI, outras regiões também ajudaram a concentrar a riqueza do mundo na Europa - os portugueses chegaram até ao Tibete!


Muitas das colônias ficaram sob comando dos lusitanos por séculos - Timor Leste, por exemplo, comemora neste domingo (30) dez anos de independência. Depois de terem se desvinculado de Portugal, em 1975, os timorenses foram submetidos pelos indonésios por mais 24 anos. O país era fornecedor de sândalo e, depois da expulsão dos portugueses da China, foi palco para contrabando.


"As colônias asiáticas tinham um papel muito mais importante para Portugal, porque eram o principal meio de obter capital, aí que estava o lucro, uma lucratividade imensamente maior do que na América Portuguesa. Enquanto na Ásia eles tinham um lucro que chegava a mais de 40.000% principalmente com a pimenta, a porcelana e a prata", explica em entrevista ao G1 Fábio Pestana Ramos, doutor em história social pela USP e professor da Fundação Santo André.


Segundo o professor, que também é autor de "Por Mares nunca dantes navegados - as aventuras dos descobrimentos" (Ed. Contexto), a África teve uma importância fundamental para os portugueses no início das grandes navegações, no século XVI, como produtora de pimenta malagueta. "Esse produto era uma alternativa de consumo da pimenta do reino, monopolizada pelos italianos. Foi em parte com o dinheiro da venda dessa pimenta que as grandes navegações do século XVI foram financiadas. Depois, a África teve o papel de ser fornecedora de mão-de-obra escrava."

CRESCIMENTO ECONÓMICO DA POLÔNIA É DOS MAIS ELEVADOS DA UE - DIZ DIPLOMATA EM ANGOLA

Luanda - O encarregado de negócios interino da Polónia em Angola, Jacek Wasilewski, considerou a taxa de crescimento económico do seu país como uma das mais elevadas da União Europeia (UE), organização da qual é membro.
Em declarações à Angop, em Luanda, o diplomata sustentou que a Polónia é o quinto maior Estado da UE e que nos últimos anos a sua economia tornou-se numa das que mais cresceu, devido a transformações "bem sucedidas".
Segundo disse, este sucesso observado na reforma da economia polaca foi reconhecido a nível mundial, o que constitui motivo de orgulho para o país.
"A Polónia tem a sua economia em fase de crescimento muito acelerado, com base industrial, e tem sido um mercado atractivo para investimentos externos, vindos dos EUA, Alemanha, França ou Países Baixos", frisou Jacek Wasilewski.
Acrescentou que o seu país também possui mão-de-obra altamente qualificada, bem como um custo de actividade económica bastante baixo comparado aos outros países da Europa Ocidental.
A Polónia apresenta uma economia diversificada, embora os serviços sejam a actividade económica predominante.
Os produtos mais exportados são máquinas e equipamentos industriais, de construção civil, automóveis, produtos electrodomésticos e aviões ligeiros.
A República da Polónia tem uma democracia liberal, sendo membro da União Europeia (UE), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Aliança Atlântica (OTAN).

COLÉGIOS ELEITORAIS ABREM PARA ELEIÇÕES REGIONAIS NA ALEMANHA

Berlim, 30 ago (EFE).- Os colégios eleitorais dos estados federados alemães de Turíngia e Saxônia (leste do país) e Sarre (oeste) abriram hoje, às 3h de Brasília, para o pleito regional realizado quatro semanas antes das gerais do dia 27 de setembro.
Cerca de seis milhões de eleitores foram convocados às urnas, que se fecharão às 16h de Brasília, em eleições que, além do interesse local, são o último teste direto perante a carreira pela Chancelaria entre a titular, Angela Merkel, e seu ministro de Exteriores e candidato social-democrata, Frank-Walter Steinmeier.
O Partido Social-Democrata (SPD) precisa de alguma vitória para dar brio à campanha de Steinmeier pela Chancelaria, já que há meses as pesquisas o dão como derrotado.
A União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel e seus aliados da União Social-Cristã da Baviera (CSU) têm cerca de 14 pontos de vantagem sobre o SPD.
Tudo aponta para que as gerais coloquem fim à grande coalizão comandada por Merkel desde 2005 e comportarão o substituto de Steinmeier por Guido Westerwelle, líder do Partido Liberal (FDP).
Nos três estados em disputa a CDU de Merkel governa e as pesquisas apontam que ela defenderá sua posição de primeira força.
No entanto, prevê-se notáveis perdas de votos na Turíngia e em Sarre, onde governa sozinho, o que a obrigará a buscar um parceiro ou inclusive poderia provocar um revezamento no poder com o SPD como força governamental, escorada na Esquerda.
Esta combinação daria a oportunidade de arrebatar até dois Länder da CDU, mas traz riscos para Steinmeier. Apesar da Esquerda ter experiência de Governo com o SPD em estados do leste, a questão é um tabu no oeste por agrupar em suas fileiras comunistas, considerados herdeiros do regime germânico-oriental. EFE